2017 com pé direito

0
490

carimbo-1Conquistar vitórias e desejos é alavancar na vida, e isso, três moradores de Nova Venécia conseguiram. Agora é só comemorar!

Entrar o ano com pé direito é o que muita gente deseja. Com 2017 faltando poucas horas para chegar, três moradores de Nova Venécia vão receber a data de braços abertos e sorriso largo, já que o próximo ano, promete ser melhor que o anterior.
A editoria de Matérias Especiais entrevistou pessoas que sem dúvida nenhuma, têm grandes expectativas não só para os 12 meses seguintes, como para o restante da vida. De alguma forma, mesmo com histórias diferentes, eles estão entrelaçados em um novo destino e nova vida.
Um deles é o comerciante Solivan Izidoro Ziviani, 50 anos, que viu a morte bem de pertinho. Depois de enfartar, as perspectivas e o diagnóstico médico, não eram nada favoráveis. Após uma cirurgia de risco, repouso e muitos exames, o veneciano comemorou a vitória do tratamento, durante uma Missa em agradecimento, na Igreja Santo Antônio.
Já a Geilza Rosa de Aguiar Santos, 40, há anos sofria com o aumento de peso, preconceitos e a alta estima lá em baixo. Em setembro, o sonho dela foi realizado com a cirurgia bariátrica.
Feliz da vida também está a operadora de caixa, Luci Schmor dos Santos, 38, que hoje desfruta de um emprego com renda maior.

Com novas medidas e 26 kg a menos

Fora do peso, a comerciária Geilza tem o que comemorar. Vai entrar o ano de 2017 com 26 kg a menos, e de quebra, a alta estima lá nas alturas.

Depois de realizar um sonho, com alto estima lá em cima, Geilza comemora a nova fase da vida
Depois de realizar um sonho, com alto estima lá em cima, Geilza comemora a nova fase da vida

Com 1,59 e pesando 115 kg, ela resolveu que era hora de mudar. Depois de crises de hipertensão, falta de ar e o triglicerídeo alto, Geilza optou pela cirurgia bariátrica, como meio para frear o aumento de peso. No início do último setembro, chegou a vez de ir para o centro cirúrgico e mudar de vida.
“Eu já não conseguia trabalhar direito, me sentia cansada demais, tinha vergonha de mim e notava que as pessoas também não me aceitavam. Uma vez entrei na loja e a vendedora logo me avisou que não tinha roupa para meu tamanho, eu tinha ido comprar um presente, ela nem me deixou falar”, diz.

De acordo com a comerciária, há cinco anos ela começou a ganhar peso e não parou mais, depois de uma depressão e hipotireoidismo junto.
“Várias dietas foram programadas durante estes anos, mas nada que tivesse sucesso. Resolvi fazer uma mudança radical e a bariátrica não é esse monstro que todos falam. Nos primeiros 30 dias foram muito difíceis, mas hoje estou tranquila e satisfeita”, conta
Geilza está solteira, mas afirma que o que não faltam, são cantadas agora. De Ecoporanga, ela mora em Nova Venécia há dois anos e meio e tem dois filhos. Além de ter mudado os hábitos alimentares, o sedentarismo também ficou de lado, e hoje, a academia cinco vezes por semana faz parte da rotina dela.
“Realizei um sonho, estou muito feliz, me sentindo bem, agora sim gosto de mim. Vou perder muito mais peso. É muito bom você poder entrar na loja e não ser destratada, é bom ter um short que caiba. Minha vida é outra hoje em dia, sou uma nova mulher. E que venha 2017”, resume.


Um infarto e a vida de volta

Há dois anos o comerciante Solivan teve a vida virada de cabeça para baixo. Sentiu dores no peito e ao procurar um médico, exames não detectaram nenhum problema cardíaco. Mesmo assim, o veneciano comprou uma bicicleta, notando que estava acima do peso, e querendo abandonar a vida sedentária que tinha.

Para comemorar a vida nova, Solivan e família participaram de Missa em agradecimento, com direito a festa no final
Para comemorar a vida nova, Solivan e família participaram de Missa em agradecimento, com direito a festa no final

Pouco depois, em novembro de 2015, em um domingo, Solivan estava nas proximidades de casa, quando começou a sentir falta de ar, braço adormecido e a enxergar tudo escuro. A esposa logo o levou para o hospital e o infarto foi constatado.
“Dali em diante foi um pesadelo. Passei por mais dois hospitais, cateterismo e 18 dias na UTI. Além de toda a dificuldade da doença, havia o sofrimento de ter que ficar distante da minha família. Minha esposa e eu nunca vamos a lugar nenhum separados, nem a igreja, somos a sombra um do outro”, fala Solivan.
Depois de exames, a constatação foi que o comerciante teve um enfarto triarterial, e como a situação era muito grave, foi necessário fazer um tratamento de seis meses, para que pudesse ser feita a cirurgia.
“Muito difícil, uma batalha. Ele tinha que ficar o tempo inteiro de repouso total, e até para ir ao banheiro, tinha que ter alguém junto, pois ele poderia passar mal novamente. Foi uma corrida contra o tempo. Caso ele enfartasse novamente, não teria solução mais, e os médicos avisaram que a chance disso acontecer era grande”, desabafa Jucélia.
Solivan passou o tempo sem trabalhar também e sem sair de casa. Uma rigorosa dieta foi incrementada no cardápio do veneciano, e o resultado foram 12 kg a menos. Até que no último mês de maio, a cirurgia foi realizada, mas também, sem garantias de sucesso. Foram em torno de oito horas na mesa de operação, com resultado final positivo para a família Ziviani.
“Após a cirurgia, passei dormindo 90 dias na cadeira do papai, eu não podia virar de barriga para baixo. A alimentação ficou mais regrada ainda, mas tudo passou. Tive minha esposa e minhas filhas ao meu lado, e também muita gente querida rezando por mim”, conta.
Para ter uma ideia, as orações foram tantas, que a família Ziviani participou no último mês, de uma Missa em agradecimento, tendo como convidados a família e amigos, na igreja Santo Antônio, Córrego da Serra.
De acordo com Solivan, com a doença, tudo mudou em sua casa, inclusive a alimentação da família. A filha mais nova, por exemplo, emagreceu quase 10 kg. Hoje, o comerciante voltou a pedalar, faz também academia e caminhadas. Outro propósito que está nos planos do comerciante é participar de um retiro de casal em Pedra Azul, no próximo ano.
“Antes isso para mim era impensável, porque eu não deixava de trabalhar nem um dia em nossa loja. Agora não, nem nela fico mais. Estou cuidando das criações do nosso sítio e vivendo dias sem estresse, não quero ter uma rotina como antes, de preocupação. Eu tenho certeza que nasci de novo, que Deus me deu uma nova chance de vida, e com isso, salvei a minha família também, que vivia no sedentarismo e hábitos alimentares errados”, conta.


Um emprego melhor

Mesmo com 12,132 milhões de pessoas em busca de

Trabalhando no que sempre gostou, Luci entra o ano com orçamento maior, depois do novo emprego
Trabalhando no que sempre gostou, Luci entra o ano com orçamento maior, depois do novo emprego

uma vaga de emprego, Luci sonhava em mudar de trabalho, e conseguiu. A vontade era de desenvolver a função que sempre trabalhou: operadora de caixa em farmácia. Há quatro meses a vontade foi realizada e com isso, Luci passou a ganhar mais, tendo folga no orçamento familiar.
“Agora tive como dar presente melhor de fim de ano para meus filhos. Ver um filho feliz é bom demais. Nossos passeios também ficaram mais favoráveis e em casa, nossas compras alimentícias melhoraram”, conta.
Casada, a operadora de caixa é veneciana, mas há 16 anos morava em Vitória, onde já trabalhava na atual função. Ao chegar em Nova Venécia, o sustento da família por parte dela, veio do trabalho em um supermercado.
“Mudei para cá e tive que aceitar o serviço onde eu ganhava menos. Agora tudo mudou e vou entrar o ano mais confiante e realizada”, revela.

Compartilhar

Deixe uma resposta

*