Alunos do Ifes voltam a protestar contra cortes na educação

0
258

Alunos e servidores do campi de Nova Venécia, do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), voltaram às ruas na tarde desta quarta-feira (15), para protestar contra o bloqueio de recursos para a educação, anunciado pelo Ministério da Educação (MEC), que alguns casos, pode chegar a 38%.

A caminhada, pacífica, teve início em frente à Escola Estadual Dom Daniel Comboni e seguiu pelas ruas do centro de Nova Venécia.

O aluno do curso de Geografia, Gearley Veloso, falou um pouco sobre o manifesto. “O objetivo dessa manifestação é se juntar e formar forças nesse movimento a nível nacional, para lutar contra esse corte na verba. Vale lembrar que esse corte está sendo efetuado em um orçamento que foi aprovado em 2018 para 2019. É um bloqueio abrupto na educação e que não só afeta o ensino federal, mas, também, a educação básica. Instituições privadas, através de bolsas, como o Fies, também serão afetadas. Então, é um movimento do Governo Federal contra a educação, tanto pública, como privada”.

Em nome dos servidores, que também participaram do movimento, o engenheiro de Minas e professor do curso técnico em Mineração, Weverton Pereira do Sacramento, destacou a importância da caminhada em defesa da educação pública. “Essa manifestação foi planejada em todo Brasil por vários segmentos das instituições de educação pública, tanto municipal e estadual, como federal. Na semana passada, teve um movimento totalmente espontâneo, promovido pelos estudantes, principalmente, no caso de Nova Venécia, que se organizaram rapidamente, após verem a nota do reitor avisando sobre o corte e que, possivelmente, a partir de setembro, o Instituto não teria mais dinheiro para funcionar. É importante destacar para a sociedade que o nosso salário está congelado por 20 anos, mas esse corte não nos afeta, diretamente, mas afeta o que é pior, que é o funcionamento da escola. Numa conta básica e lógica, cortar 30% da rede no país inteiro, significa que o reitor terá que cortar 30% dos campis. Então, os campis de interior, que ainda estão sendo instalados, com menos alunos, são os mais possíveis de serem fechados, caso o corte perpetue nas verbas seguintes. Nós estamos nas ruas em defesa da educação pública, como um todo, e em defesa do nosso aluno. Em um possível fechamento do campi de Nova Venécia, num primeiro momento, nós, servidores, seremos remanejados para outras unidades e o nosso aluno que ficará prejudicado. Óbvio, vamos dizer, que não pode se fechar uma escola com os cursos caminhando, mas você decreta o final da unidade, ou seja, na medida que as turmas forem se formando, você não tem mais a entrada de alunos, preparando para o fechamento da unidade”.

Compartilhar

Deixe uma resposta

*