AMOR NO TEMPO CERTO

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Depois dos filhos criados e dos netos chegando, o casal que se conheceu em uma sala de espera para consulta, resolveu subir ao altar e hoje, a declaração de amor um pelo outro, é recíproca. Entre muitas coisas em comum, eles intitulam a fé, como a principal força que os une

Uma linda história de amor não precisa ser vivida, necessariamente, por dois jovens. O romance entre casais atravessa fronteiras e vai muito além do convencional. A história de hoje teve início em 2012, e daria capítulos de um livro. Os dois entrevistados ficaram viúvos e moravam em cidades diferentes, não se conheciam, mas o acaso o uniu.

Depois de viver 45 anos com o marido, a Lizete Carpanedo de Moraes, hoje com 74 anos, ficou viúva e não pensava em ter ninguém; há oito anos vivia sozinha. O seu Laudir Casteluber, 80, também tinha perdido a esposa, com quem era casado há 46 anos, e há seis antes de conhecer a futura noiva, também estava viúvo.

Como a reportagem é em comemoração ao Dia dos Namorados, nada melhor do que falar este caso da vida real, que começou em um consultório, em Colatina. Lizete foi a uma consulta e ao sair da sala do médico, a filha a aguardava na sala de espera, já conversando com aquele que iria ser seu marido. “Eu olhei para ele e logo vi que a beleza dele me encantava, achei interessante. Entrei na conversa e ele foi narrando que conhecia algumas pessoas de Cachoeiro de Itapemirim, eu sou de lá”, conta Lizete, que afirma que jamais pensou que a conversa sairia dali.

Mesmo assim, a aposentada veio embora encantada com o seu Laudir, que também descreve o mesmo sentimento pela amada. O que poderia ter terminado somente naquilo, teve um enredo com novos versos. Um dia após o primeiro encontro, ele tomou coragem e telefonou para aquela que seria sua futura esposa, querendo saber, como tinha sido o retorno dela para Nova Venécia. A partir desse dia, os telefonemas não pararam mais, os dois passaram a se comunicar durante um ano por telefone, e se encontraram apenas duas vezes nesse período, e ainda por acaso. O tempo foi apenas de conversas e o casal começou a notar o amor crescendo a cada dia. “Decidimos morar juntos para ver como seria. Mudei minha vida, fui embora para Colatina, alugamos um apartamento e montamos. Começamos tudo do zero, como qualquer casal. Isso já tem quase cinco anos”, fala Lizete.

» A união da Lizete e do seu Laudir aconteceu depois que os dois já tinham vivido casamentos anteriores e criado os filhos

A fé e o casamento

Após um ano morando juntos e vendo que tudo estava funcionando além das expectativas, os dois resolveram oficializar a união. Católicos praticantes, o casamento aconteceu na Igreja da Comunidade Santa Mônica, em Nova Venécia, no dia 11 de julho de 2015. A união teve a presença dos filhos, netos e amigos mais próximos, e para comemorar.

Depois de trocar aliança, os aposentados mudaram para o município veneciano, local que permanecem até hoje. “Ele é tudo que eu sonhei para minha vida. É muito atencioso, somos extremamente companheiros, onde um vai, o outro também está. Costumo dizer que nossa história tinha que acontecer, pois nada foi planejado. Nosso amor é maduro, sincero, com muito diálogo e na presença de Deus”, fala Lizete.

Com muitas coisas em comum, a fé é uma das principais. O casal vai todos os domingos à Missa e inclusive, gosta de fazer turismo religioso. Bom Jesus da Lapa, na Bahia, Basílica de Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo, e o Convento da Penha, em Vila Velha, são alguns de seus roteiros prediletos. Ainda, como grande parte das pessoas nesta idade, o tradicional forró da terceira idade, também está entre os programas preferidos do casal.

E assim encerramos mais uma reportagem sobre o Dia dos Namorados, com uma história que vale a pena ser narrada e que preenche qualquer um de orgulho. Diante de toda esta linda versão apaixonada, o Jornal A Notícia só tem uma coisa a dizer: parabéns Lizete e seu Laudir!

» A união do casal aconteceu na Igreja Católica da comunidade de Santa Mônica, em 2015
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