Aprovados em medicina na Ufes

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carimbo-1Pedro Henrique alcançou o 3º lugar e João Victor o 6º 

Entre os atuais moradores de Nova Venécia, apenas dois deles ingressaram na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), para o curso de Medicina, este ano: o veneciano João Victor Sélia de Castro, 18 anos, e Pedro Henrique Leôncio Araújo, 19.
João Victor recebeu o resultado da Ufes com uma felicidade a mais. Ele alcançou o 6° lugar na aprovação, entre os alunos de escola pública. Aluno do curso de edificações do Instituto Federal do Espírito Santo(Ifes) de Nova Venécia, João foi aprovado sendo a primeira vez que tenta o ingresso na federal.
No ano anterior, não podendo ainda fazer parte de uma faculdade, pois ainda não havia concluído o ensino médio no Ifes, o veneciano fez um teste, só para testar seus conhecimentos, e de imediato, já tinha passado na primeira fase do vestibular.
Filho do administrador Ricardo José de Castro e da professora Luciana Sélia, João estudou até o 5° ano em escola particular. Depois disso, devido as condições financeiras da família, o menino precisou ir para escola pública, ficando até o 9° ano. “Ele queria se formar junto com a turma de infância, onde já tinha estudado, que era na A Ciranda. Fizemos muitos esforços e deixamos nosso filho ir para lá naquele ano”, disse Luciana.
Para conseguir aprovação em várias universidades públicas do País, João somou 760 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), obtendo 920 em redação.
Além de João, o casal Luciana e Ricardo, tem mais duas filhas, Letícia, 9, e Ana Carolina, 16, que também vai prestar o vestibular para medicina.
Tanto João Victor, quanto Pedro foram aprovados através de cotas para alunos de escola pública, e O Enem e Sistema de Seleção Unificada (Sisu) foram as portas de entrada para a Ufes. O resultado do vestibular da universidade foi divulgado no último 28 de janeiro.


A conquista da Ufes

joao victor“Estou muito feliz, sempre foi meu sonho ser médico. Jamais achei que não conseguiria, sempre acreditei em mim. Quero ser neurocirurgião, sei que o caminho não vai ser fácil. Agora também não foi, a prova do Enem estava difícil, complicada, principalmente ciência da natureza. Minha pontuação dava para entrar em todas as universidades públicas do País, exceto USP e em Brasília. Não virei noites entre os livros. Estudava à tarde no Ifes e à noite, fazia cursinho. Fora isso, quase não estudava em casa, às vezes, uma hora por dia. Tive vida normal, saia com meus amigos para me divertir sempre. As matérias que sempre me dei melhor na escola, eram física e matemática. Agora é aproveitar e comemorar. Para quem vai prestar vestibular, focar no que deseja e dar mais atenção em matérias como a redação e matemática, que contam muitos pontos no vestibular. Quem acredita e estuda, consegue”
João Victor Sélia de Castro,
18 anos – 6° lugar na Ufes


Uma saga de boas notas

pedro“Eu tinha tentado vestibular antes como treino, pois não podia entrar na faculdade, por não ter terminado o ensino médio. Esta foi realmente a primeira vez para valer. Fiquei em terceiro lugar, como cotista de aluno de escola pública. Não é fácil entrar em uma federal, ainda mais para medicina. É preciso ter foco e muita dedicação. Além do Ifes, fiz cursinho à noite. Isso me ajudou muito. É importante saber também, que o vestibular não se resume no último ano de estudo. Sempre tirei boas notas na escola, o que também contribuiu. Estou feliz demais, é gratificante, uma realização e um sonho conquistado. Há dois anos decidi por fazer medicina, agora é estudar e enfrentar muitas horas nos livros. Quero ser um grande médico, estou pensando em escolher a neurocirurgia na carreira”
Pedro Henrique Leôncio Araújo,
19 anos – 3° lugar na Ufes


Ele também conseguiu

Aos 19 anos, Pedro Henrique Leôncio Araújo é agora, calouro de medicina na Ufes. O menino veio também de escola pública, e no Ifes de Nova Venécia, terminou o curso de edificações. No início da vida escolar, cursou até o quarto ano do ensino fundamental em escola pública, e em seguida, até entrar no instituto federal, foi aluno de escola particular.
Natural de Barra de São Francisco, filho da dona de casa Andreia e do policial militar Márcio Augusto de Araújo, Pedro mudou-se para Nova Venécia quando ingressou no Ifes, e com ele, veio toda a família. O casal também tem mais duas filhas, a Beatriz, 9, e Letícia 15.

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