Bezerras de projeto começam a chegar na Faeve I

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Bezerras serão recriadas até a confirmação da prenhes, quando serão disponibilizadas para venda aos cooperados da Veneza

Fertilizações foram realizadas por técnicos da In Vitro Brasil

Começaram a chegar na Faeve I as primeiras bezerras provenientes do projeto “MaisGenétika”, implantado em parceria com alguns cooperados da Veneza no mês de julho de 2015. O programa, que trabalha com a prenhes de novilhas por meio do método de Fertilização In Vitro (FIV), apresenta ótimo resultado.
Após as confirmações das novilhas prenhas, em 2016 nasceram as primeiras bezerras. Durante o mês de janeiro de 2017, esses animais foram desmamados nas propriedades e levados para a Faeve I.
O lote, formado por bezerras meio sangue e três quartos, apresenta alto valor genético com características ideais para a produção de leite. Os animais foram gerados a partir de embriões provenientes das melhores fazendas de gado de leite do país. As bezerras chegam para serem recriadas até a confirmação da prenhes, quando serão disponibilizadas para venda aos cooperados da Veneza.
Segundo o vice-presidente da Cooperativa, Erik Zottele Pagung, um dos responsáveis pelo desenvolvimento do projeto, o resultado animou a equipe e produtores. “Já deu para perceber que estamos no caminho certo nesse auxílio ao cooperado que deseja melhorar na atividade leiteira. O projeto MaisGenétiKa visa adiantar o processo de melhoramento genético tão almejado pelo produtor e leva o melhor da técnica que existe na atualidade”, disse Pagung.
Por meio da Fertilização In Vitro, um processo que duraria quatro ou até mais gerações, em busca do melhoramento genético, pode ser antecipado em apenas uma gestação do animal.
As fertilizações foram realizadas por técnicos da In Vitro Brasil, empresa referência que atualmente é líder mundial em produção de embriões, atuando em 11 países e abrangendo 45% do mercado mundial.


O processo
No processo de Fertilização In Vitro é coletado o óvulo da doadora e fecundado, em laboratório, com o sêmen do doador. O embrião é congelado para depois ser transferido ao útero de uma vaca receptora, que trabalha apenas como barriga de aluguel, sem ter suas características influenciadas na formação da bezerra em que está gestando. A vantagem é que o embrião é formado com as qualidades dos doadores, de acordo com a necessidade do produtor rural, além de ser utilizado sêmen sexado para a geração apenas de fêmeas.

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