DIA DOS PAIS PARA ELES

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A reportagem preparou uma matéria com uma filha que ganhou na justiça há pouco tempo, a opção de colocar o sobrenome do padrasto em seus documentos. Aqui também tem mais um filho, e um pai, que contam um pouco de suas experiências nesta data

Hoje a reportagem é para homenagear aquele ser que, já nasce com a missão de proteger. A tarefa não é fácil, ser pai não é nada tão simples. Lógico que estamos falando daquele homem de verdade, aquele que é pai em tempo integral, que assume e chama a responsabilidade de qualquer situação, para si.

Ter um pai é uma das coisas mais gostosas da vida, é saber que, se a cria fracassar, vai ter esse “cara” preparado para erguer esse filho. O pai que realmente realiza a função que lhe foi atribuída, hoje será homenageada pela A Notícia.

A reportagem entrevistou o agricultor Valdemir Moreschi, 58 anos, que é o pai da jornalista Priscila Nivea Leite Moreschi, 36, desde que ela fez dois anos. O sobrenome dela foi trocado há pouco tempo, e hoje, ela carrega não só em seu coração, mas em todos seus documentos, o nome daquele que realmente sempre foi o pai dela. Como se sente o seu Valdemir? Todo bobo de felicidade e disse ter muito orgulho da filha e também por ela ter hoje, o sobrenome, Moreschi.

Para representar aqueles que já não tem mais o pai presente, o funcionário público Yuri Rodrigues de Souza, 25, faz parte da reportagem. É a primeira data sem o pai. Ele é o filho do meio entre dois irmãos, do José Milton de Souza, que era conhecido como Bita, falecido há dois meses. Presidente do Operário há 30 anos, Bita passou a paixão do futebol para o filho, que diz também ter herdado muitas outras características do pai. A falta do Bita representa muita dor para o funcionário público, para aquela que foi esposa durante 36 anos, a Maria da Penha Rodrigues de Souza, e para toda a família, assim revela Yuri.

Nesta outra história, a entrevista foi com o empresário Ivan Moreira Nicolato, 34, que conta como é ser pai do Angelo, 3, e da Alice, de cinco meses. O empresário relatou que desde que casou com a Flaviana Scota, 32, sempre quis ser pai de dois filhos, e assim está sendo!


O verdadeiro pai

“Desde os dois anos de idade meu padrasto ou “paidrasto” me assumiu como filha, após se casar com minha mãe, quando ela se separou do meu pai biológico. Ele sempre foi um verdadeiro pai na hora da bronca e no momento do apoio. Nossa relação é muita próxima, sempre movida pelo respeito e amor entre pai e filha. Nunca houve diferença de tratamento entre mim e a minha irmã, que é filha dele com a minha mãe. Somos uma família unida e sempre contamos um com o outro. Tudo o que sou hoje como ser humano, devo a ele e minha mãe. Mas algo me incomodava. Sempre convivi com o sobrenome do meu pai biológico, com quem nunca tive contato, o que não me remetia a um pai de verdade, ele só existia no meu imaginário. Com isso, não havia referências também de tios, avôs e primos. Sentia um verdadeiro vazio existencial. Por isso, em 2016, entrei com um processo de alteração de sobrenome pela Lei Clodovil, que define o grau de parentesco, não por sangue, mas por afeição. Alterei o sobrenome “Cavalcante” para “Moreschi”, que é do meu padrasto. Foi uma forma de homenagear meu verdadeiro pai e ainda por cima, suprir essa necessidade emocional de ter o mesmo sobrenome da minha irmã, dos meus primos, meus parentes. Agora eu tenho um sobrenome que me proporciona identidade. O nome em si não faz diferença na vida de ninguém, todos os parentes do meu padrasto, sempre me trataram como da família, mas o incômodo que eu sentia era a falta dessa identidade familiar. Após alguns meses da entrada do processo, tive uma nova certidão de nascimento com o sobrenome substituído. A partir daí, tive que retirar 2ª via de todos os meus documentos, mas foi um pequeno sacrifício que valeu a pena, agora tenho o nome do meu pai em meus documentos, inclusive, em meu diploma universitário”
Priscila Nivea Leite Moreschi, filha do Valdemir

» Priscila agora tem o nome do homem que sempre foi seu verdadeiro pai, o seu Valdemir Moreschi

Eternamente, pai!

“Meu pai era um cara alegre, festeiro, adorava estar no meio de gente, gostava de receber as pessoas em casa, fazer churrasco. Era atencioso, responsável, sempre buscando o melhor pra nós, nos defendia com unhas e dentes, contra tudo e contra todos. Era aquele paizão, era bom demais estar com ele. Quando éramos menores, ele sempre nos levava para passear, sempre foi presente em todos os momentos. Estamos adultos e hoje, o que nós mais gostávamos de fazer juntos, era o esporte. O time dele de coração era o Operário, depois era o Flamengo, assim que ele falava. O futebol sempre nos uniu, meu irmão e eu somos vascaínos, ele era Flamenguista. Sempre assistimos todos os jogos juntos, analisando os times, ele sempre falava que lá em casa não tinha rivalidade. A falta dele é diária, nunca vai passar. Ele foi um exemplo de pai e de homem para mim. Herdei muitas coisas dele, a paixão pelo futebol e pela música, e principalmente na aparência. Quem tem seu pai vivo, dê valor, ouça os conselhos, respeite e esteja sempre presente em todos os momentos, porquê a dor da perda não é fácil. Acho que deu tempo para dizer tudo que eu tinha que falar a ele, só não deu tempo na vontade que tenho, em viver para sempre ao lado dele”
Yuri Rodrigues de Souza, filho do Bita

» O Bita, pai do Yuri, deixou muitos ensinamentos para o filho, e uma eterna saudade

Pai de menina e menino

“Ser pai é algo maravilhoso, de muita reponsabilidade. Tudo que eu fizer, vai impactar na vida dos meus filhos. É preciso ter cautela nos atos, agora temos mais dois seres que dependem e vão ser educados por nós. Eu quero e tento ser a referência positiva deles o tempo inteiro. Ser pai de menina e menino é diferente. O Angelo me vê como aquele amigão, fazemos muitas coisas juntos, o futebol, por exemplo. As atividade escolares também é comigo, ele não quer a mãe, tem que ser eu. Para ir a pracinha também, vamos juntos, essas coisas ele gosta de fazer comigo. A Alice ainda é pequena, mas vejo que a relação é na mesma intensidade, só quem em outros quesitos. Vejo que ela quer a minha presença, isso já basta. Eu sempre cuidei dos dois igual. Minha preocupação é a vida adulta. Quero que eles sejam pessoas com índole, que tenham a profissão que desejarem, mas que estudem, disso faço questão. Tenho que prepará-los para o mundo, e minhas atitudes são sempre pensando neles, o Angelo já me copia e a Alice vai passar a fazer isso também. Eu quero o melhor para os dois, sempre vou querer e buscar isso, são minhas alegrias, um amor sem limites, para eternidade”
Ivan Moreira Nicolato, pai do Angelo e da Alice

» O Ivan Moreira Nicolato é presente na vida dos sois filhos e a esposa, a Flaviana, é só orgulho
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