Do emprego fixo ao negócio próprio

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Emprego formal com renda fixa todo mês é uma realidade que tem ficado de fora da vida de muitos brasileiros. Seja por ter perdido o emprego, ou pela vontade de arriscar no ramo empreendedor, alternativas variadas têm feito parte da atualidade. Formado em educação física e empregado em uma empresa no ramo esportivo, Magno Faria (foto) deixou tudo para trás e resolveu arriscar. Agora, o professor de educação física é dono do seu próprio negócio e aposta no pilates e funcional como carro-chefe do empreendimento. Veja nas páginas 04 e 05.

Risco de empreender ou segurança do emprego fixo? Por motivos variados, os três entrevistados estão apostando na primeira opção. Os motivos de cada um deles são diferentes, porém, a vontade de crescer e o empreendimento apontando para o sucesso está sendo o resultado dos três entrevistados


Medo de arriscar e falta de capital são alguns fatores que acabam influenciando muitas pessoas a optar por não empreender. Muita gente sonha em ser dono do próprio negócio, uns tomam a decisão somente após a tão desagradável demissão, que é o caso dos entrevistados, Geziane Rodrigues Aguiar, 37 anos, e do Bruno Silva da Conceição, 22. Já outros, como o Magno Faria, 44, decidem arriscar, abandonar o emprego fixo e montar seu próprio negócio. Os três entrevistados de hoje mostram de um jeito diferente e positivo, que empreender pode dar certo e também evidenciam as vantagens dessa nova etapa da vida de cada um.


Uma empresa para chamar de sua

Formado em educação física, o personal trainer Magno Faria, 44 anos, tinha emprego fixo, carteira assinada e horários programados, no local onde dava aula de pilates e hidroginástica. Por cinco anos o veneciano se dedicou a empresa em que trabalhava, mas há dois meses, resolveu ter seu negócio próprio.

Preparador de goleiro, professor de natação infantil e funcional, Magno decidiu abrir sua empresa e inaugurou o Stúdio Proativo Pilates e Funcional. A vontade de gerir os próprios negócios e colocar suas ideias em prática, foram alguns itens que o fez sair do emprego com carteira assinada e partir para algo que tivesse a sua cara. “Quando você é o seu próprio patrão, trabalha-se mais, isso é certo. Porém, o horário sou eu quem faço, além da autonomia e entusiasmo em ver meu negócio dando certo. Sou uma pessoa inovadora e agora posso colocar minhas ideias em prática, tudo do meu jeito”, diz.

Já que o trabalho dobrou, com a inauguração da sua empresa, Magno afirma que os lucros também aumentaram e que pretende ir além. “Meu projeto é grande, quero ver minha empresa crescer e a cada dia, levar mais conhecimento e qualidade aos meus alunos”, declara.

Além do pilates e funcional para adultos, o Studio Proativo dispõe do funcional para crianças e adolescentes. “Tive medo de empreender, claro, isso envolve vários fatores, passando por impostos, mão de obra, gestão financeira e outros. Mas estou apostando em um negócio diferente de tudo que há no mercado em nossa cidade, dentro da área”, diz.
Para informações sobre o Stúdio Proativo entrar em contato pelo telefone 99978-9058.

» Funcional para crianças é um dos trabalhos diferenciados que Magno Faria apostou em seu empreendimento

Venda de porta em porta

O Bruno Silva da Conceição tinha um emprego formal, recebia salário fixo e ao se ver dispensado da empresa em que trabalhava, precisou deixar de fazer a faculdade. A partir daí, precisou inventar algo que pudesse trazer renda, tanto para pagar suas contas, quanto para custear o curso universitário.

Já que o emprego fixo estava difícil, o veneciano resolveu empreender, e foi no ramo alimentício que o então estudante resolveu apostar. Como a mão na massa ele não sabia colocar, a tia é quem providenciou a ajuda e o brigadeiro foi a opção escolhida para vendas. “Estou feliz com meu negócio, pretendo não voltar ao emprego formal e continuar trabalhando por conta própria. Pago minhas contas e ainda estou juntando dinheiro para ajudar a minha mãe na reforma da nossa casa, moro com ela”, diz.

Sobre a faculdade, Bruno relata que ainda é um sonho retornar a cursar administração, curso que teve que interromper no primeiro período. “Comecei a vender brigadeiro nas ruas há três meses e tem dado certo, trabalho de manhã, a tarde e à noite, vendo no comércio e na faculdade”, diz.

De acordo com Bruno, ele preferiu adiar a faculdade, para ter tempo para se preparar para o investimento. Como os negócios estão indo bem, o empreendedor prefere não revelar o ganho. Entre as variedades, o veneciano dispõe em sua gondola de vendas, brigadeiro tradicional, com amendoim, cacau 100%, beijinho tradicional e com damasco. De acordo com Bruno, entre as estratégias para impulsionar as vendas, a máquina de cartão tem auxiliado no crescimento do seu negócio. “Estou trabalhando para crescer e aumentar minhas ofertas. Tenho certeza de que vai dar certo, muitos empresários começaram de forma pequena e hoje são sucesso, eu também serei”, diz.

Para provar dos brigadeiros do Bruno, é só ligar que ele vai até a sua empresa, Anote o telefone: 99956-6338.

» Bruno Silva da Conceição vende brigadeiros diversificados e não quer voltar para o emprego de carteira assinada

Do desemprego a microempreendedora

A Geziane Rodrigues Aguiar, 37, foi outra que encontrou no desemprego, a oportunidade para empreender. Tendo emprego fixo, salário depositado em conta todo fim do mês, Geziane viu as contas chegando depois de ter perdido o emprego. Como a cozinha era algo que lhe dava satisfação, ela resolveu aprimorar algumas receitas e vender os alimentos pelas redes sociais.

Com o tempo, os amigos, vizinhos e muitos desconhecidos se tornaram clientes e hoje, Geziane quita sua contribuição do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)< e muitas contas de casa, com o que fatura no ramo alimentício. Casada, mãe de dois filhos, a empreendedora também é cadastrada no sistema de Microempreendedor Individual (MEI) e criou sua a marca, “Mundo doce da Geh”. “Não largo o que faço pra trabalhar em empresa e ganhar um salário mínimo, há não ser que tenha um horário flexível. Trabalho no conforto da minha casa, perto dos meus filhos. O ramo alimentício tem crescido muito e estou satisfeita. No início fiquei com medo, mas o receio se transformou em sucesso”, fala.

A batata recheada, quibe assado, escondidinho, empadão, frango desossado, rocambole de frango, salgado de festa é pra bares, docinhos simples e gourmet, maçãs de chocolate, tortas e bolos fazem parte do cardápio fixo da microempreendedora há três anos. O negócio também envolve fabricação de alimentos sazonais, como o ovo de Páscoa. “Faturei bastante na Páscoa. Só em ovos de chocolate, o lucro ultrapassou R$ 700. Estou muito feliz por estar dando certo”, relata. Para quem quiser experimentar as delicias do Mundo da Geh, entrar em contato pelo telefone 99968-9313.

» Cadastrada no sistema de Microempreendedor Individual (MEI), Geziane Rodrigues Aguiar aposta no ramo alimentício
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