Espírito Santo cresce no Ranking de Competitividade dos Estados

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O Espírito Santo subiu duas posições no Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado anualmente pela CLP, organização social cujo objetivo é transformar o Brasil por meio do desenvolvimento de líderes e a mobilização da sociedade. O anúncio foi feito em cerimônia realizada na manhã desta sexta-feira (18), em São Paulo, do qual participou o gerente de Competitividade da Secretaria de Estado de Desenvolvimento (Sedes), Humberto Queiroz.

O Estado subiu 12 posições no pilar de potencial de mercado, oito no pilar de infraestrutura e cinco no pilar de segurança pública, e foi um dos estados que receberam a posição de destaque na edição de 2019 do Ranking em relação ao ano passado. O Espírito Santo está na frente de estados como Rio Grande do Sul (7º), Minas Gerais (8º) e Rio de Janeiro (10º) e atrás apenas de Mato Grosso do Sul (5º), Paraná (4º), Distrito Federal (3º), Santa Catarina (2º) e São Paulo (1º).

Para Queiroz, a competitividade é um tema de extrema relevância para o desenvolvimento. “Não há como fomentar o desenvolvimento sem, antes, garantir que os entraves à competitividade sejam removidos. É para isso que trabalhamos, e é com muito orgulho que estamos aqui, em São Paulo, presenciando o Estado avançar no Ranking”, comemora.

Para o titular da Sedes, Marcos Kneip Navarro, o ranking mostra o quanto o Estado tem a oferecer aos investidores. “Estamos reunindo todas as condições favoráveis aos empreendedores que quiserem se instalar aqui ou expandir os seus negócios em terras capixabas. Estamos trabalhando em todos os pilares elencados pelo ranking. Para se ter uma ideia, queremos figurar, em dez anos, como um dos cinco estados mais inovadores do país”, afirma o secretário.

A diretora de Mobilização do CLP, Ana Maria de Castro, explicou como funciona a metodologia para compilação de dados do Ranking de Competitividade. “Entre os dados que utilizamos estão pesquisas do IBGE, mas os resultados apresentados são relativos à 2018. Temos uma metodologia própria que define o conjunto de indicadores do ranking. A partir daí, iniciamos o cálculo dos pesos para poder diferenciar, por exemplo, as desigualdades regionais. Quando os indicadores se sobrepõem, é necessária uma equalização dos pesos. Além disso, alguns estados possuem desafios em relação à alguns pilares que não estão refletidos nesses indicadores. Neste caso, utilizamos um painel com especialistas para calibrar os indicadores e trazer uma edição mais correta, de acordo com a realidade de cada unidade da federação”, comenta.

Sobre o Ranking de Competitividade

• É elaborado desde 2011, e visa a avaliar o desempenho dos governos estaduais, servindo como ferramenta de avaliação da administração pública, um sistema de incentivo para os líderes públicos, diagnosticar e eleger prioridades e promover as boas práticas, ajudando a fazer um diagnóstico preciso que permita aos gestores elencar suas prioridades.
• Seu objetivo principal é alcançar um entendimento mais profundo e abrangente das 27 unidades da federação, trazendo para o público uma ferramenta simples e objetiva para pautar a atuação dos líderes públicos brasileiros na melhoria da competitividade e da gestão pública dos seus estados.
• O ranking conta com referências dos 36 países que compõem a OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, o que permite aos estados buscarem boas práticas internacionais e aplicá-las localmente.
• O ranking analisa 10 pilares estratégicos, com base em 68 indicadores, que são reavaliados a cada ano, para fornecer uma visão sistêmica da gestão pública estadual.
• Os dez pilares são Capital Humano, Educação, Eficiência da máquina pública, Infraestrutura, Inovação, Potencial de mercado, Segurança Pública, Solidez Fiscal, Sustentabilidade Ambiental e Sustentabilidade social.
• É elaborado pela organização CLP – Liderança Pública é uma organização sem fins lucrativos e suprapartidária que trabalha para tornar o Brasil um país mais democrático e que ofereça uma vida digna aos seus cidadãos.

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