Feras da Matemática recebem medalhas conquistadas na Olimpíada Brasileira de Matemática

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Foto: Leonardo Duarte/Secom-ES

Alguns estudantes possuem características como afinidade com números e disposição para resolver cálculos matemáticos e são considerados feras da Matemática. Esse é o caso dos 192 estudantes capixabas medalhistas da 12ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), que nesta quinta-feira (07), participaram da cerimônia estadual de premiação, realizada no Palácio Anchieta, com o governador Paulo Hartung.

Nessa edição, realizada em 2016, o Espírito Santo garantiu nove medalhas de ouro, 51 de prata e 132 de bronze. A competição contou com mais de 17 milhões de inscritos de todo o Brasil.

“Agradeço mais uma vez ao governador pela oportunidade de encher o salão de estudantes, pais e professores. Aqui hoje, temos estudantes de escolas de todo o Estado, da rede estadual, municipal, federal e privada. Esse evento é para jogarmos luz na Matemática, essa disciplina tão vital para nossa vida. Queremos mostrar aos estudantes a importância da disciplina na vida deles. Ficamos muito felizes de ver as famílias participando e estimulando ainda mais o sucesso dos nossos estudantes”, ressaltou o secretário de Estado da Educação, Haroldo Rocha.

Maxwel Augusto Neves deu um depoimento emocionante ao contar que era a primeira vez que ele estava no evento não só como professor, mas também como pai do estudante e medalhista de bronze Roger Stein Neves. “Com muita alegria que participo dessa cerimônia como pai e professor de Matemática. Sempre incentivei meu filho a gostar estudar a disciplina, em casa e na escola. Seja qual for a medalha conquistada na OBMEP, receber essa premiação é motivo de muito orgulho. Estou feliz duas vezes, pelo Roger e pelos meus alunos que estão aqui hoje”, comemorou.

Para Roger, “ter o incentivo dentro de casa é muito valioso. Faz toda a diferença ter meu pai como meu professor, o incentivo é dobrado e isso me faz muito feliz. Quero conquistar muitas outras medalhas”. Pai e filho são da Escola Estadual Gisela Saloker Fayet, de Domingos Martins.

O coordenador regional da OBMEP e professor da Ufes, Florêncio Guimarães, agradeceu aos professores do Estado por todo auxílio na prova. “Fico muito feliz em ressaltar que os municípios do Espirito Santo participam cada vez da OBMEP. Isso demostra que as escolas estão no caminho certo e que a realização de todos os esforços juntos fazem os resultados aumentarem”, destacou.

Na 12ª OBMEP, foram 327.243 estudantes de todo o Estado inscritos, sendo 196.746 da rede pública estadual. O número de escolas participantes também só vem aumentando. Em 2016, foram 359 escolas estaduais participaram da competição.

Matemática na Rede: preparando campeões

Na rede estadual, os estudantes estão tendo a oportunidade de aprimorar, ainda mais, os conhecimentos em Matemática por meio do programa “Matemática na Rede: preparando campeões”. Com ele, todas as escolas da rede pública estadual podem organizar atividades de monitoria em Matemática com os estudantes, sob a coordenação de professores da disciplina da unidade. O intuito é fazer com que os jovens talentos participem de aulas de aprofundamento de estudos, sejam monitores do reforço escolar para outros estudantes e participem, cada vez mais, de competições e feiras relacionadas à matéria.

OBMEP

A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) é promovida pelos ministérios de Ciência, Tecnologia e Inovação e da Educação, e é uma realização do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA). Seu objetivo é estimular o estudo da matemática e revelar talentos na área.

Para incentivar a participação dos alunos, são distribuídos materiais didáticos, oferecidas bolsas de iniciação científica aos estudantes e reconhecimento aos educadores, escolas e secretarias. A OBMEP também prepara, a cada ano, cerca de 30 medalhistas de ouro para competições internacionais.

Ao todo foram 6.500 alunos premiados, sendo 500 com medalhas de ouro, 1,5 mil com medalhas de prata e 4,5 mil com medalhas de bronze. Além disso, os medalhistas que estiverem matriculados em escolas públicas terão a oportunidade de participar do Programa de Iniciação Científica Júnior (PIC-OBMEP). E os medalhistas que estiverem regularmente matriculados no ensino superior poderão se candidatar ao Programa de Iniciação Científica e Mestrado (PICME) oferecido por diversas instituições de ensino superior.

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