Izar lança segundo single com clipe

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Foto: Mariana Borges

O músico e compositor Izar lançou seu segundo single com clipe ontem, dia 28, no Youtube e no Facebook (facebook.com/izaroficial). Trata-se da canção “Hoje”, que versa sobre os seres invisíveis do dia a dia – como um mendigo – e retrata a vida repetitiva, engessada e melancólica do ser humano. “Hoje” é parte do primeiro disco solo do compositor mineiro radicado no Espírito Santo. O CD completo, intitulado “O Amor, A Escuridão E A Esperança”, está previsto para ser lançado neste mês de outubro. Em julho, Izar já havia revelado o clipe da música “Poesia”, que conta com 16 mil visualizações no Facebook.

Clipe – O clipe “Hoje” foi dirigido pela mineira Mariana Borges, vencedora este ano de dois prêmios internacionais. Com o filme “Essentia”, ela levou o  prêmio latino de melhor curta-metragem experimental no Premios Latino, Festival de Música y Cine Latino. Com o filme “Jornal Também é Patrimônio”, ganhou o título de melhor curtíssimo nacional na nona edição do Festival Internacional de Curtíssimos.

Segundo Mariana, no clipe de “Hoje” ela trabalhou “conceitos estéticos alinhados à temática da música”.  “A canção versa sobre um homem comum que percebe a invisibilidade dos seres e confronta a realidade das ruas com sua própria realidade – ele é um homem anônimo e solitário. Trabalhamos com a proposta de filmar a rotina de uma pessoa que, no caminho até o escritório, se depara com as mazelas da rua, a pobreza, as intervenções gráficas e a publicidade esquecida”, explica.

Mariana Borges conta ainda que utilizou “imagens justapostas que unem elementos da cidade e do indivíduo e que geram espécie de sombra, de blur, reforçando a ideia do invisível”. “Utilizei também efeitos que lembram a imagem da fita VHS e enquadramentos que sugerem uma câmera de vigilância: o homem está só, mas é vigiado por 24 horas, por outro anônimo que o vê pela tela”, concluiu.

Gravações – A canção “Hoje”, composta por Izar, teve a produção do multi-instrumentista capixaba Thiago Arruda, que toca com Ed Motta. Thiago, além da produção, gravou baixo, bateria e dividiu as guitarras com Izar na música. Já os teclados foram gravados pelo também multi-instrumentista Lucas Arruda; a mixagem ficou por conta de Alexandre Barcelos, no estúdio Funky Pirata, em Vitória; e a masterização a cargo de Ricardo Dias, no estúdio Visom, no Rio de Janeiro. A arte do projeto é de Janaína Salgado.

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