“Nosso plano de trabalho começa na saúde”, diz Clio

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Nesta quarta-feira, A Notícia entrevista o candidato a deputado estadual do PRB, Clio Venturim.

Filho do ex-prefeito de Nova Venécia, Wilson Luiz Venturim, o Japonês, Clio tem 37 anos, é formado em Farmácia, pela Emescan, e entre seus principais serviços na carreira, estão um trabalho voluntário no HPM, o diretório acadêmico da Emescan. Ele atuou na secretaria de Saúde de Nova Venécia, entre 2009 e 2012. Na entrevista, Clio destaca que assumiu a pasta com o município registrando quatro mil casos de dengue e, em um ano, e reduziu o número para 78 casos em com três vírus circulantes.

Durante a entrevista, o candidato falou sobre a motivação para disputar o pleito, saúde, educação, segurança pública e relação com o município. Confira:


Candidatura

“Pelo fato de eu sempre ter trabalhado no setor da saúde, você acaba ficando mais próximo dos problemas crônicos e das pessoas mais necessidades. Já venho da política e vivo ela na minha família desde 1988 e acabei tomando gosto por fazer algo pelos outros e nada melhor do que estar à frente de algum serviço. O que mais leva a gente a querer isso é o fato de que desde 1998, Nova Venécia não tem um representante. Então, pelo fato de sermos nascidos aqui, termos um trabalho na saúde e se importar com o município de Nova Venécia, decidimos disputar essa eleição e se, tudo correr bem, ter uma cadeira representativa na Assembleia para Nova Venécia”.


Saúde

“Nosso plano de trabalho começa na saúde. Recentemente, eu estive no hospital de Montanha, fadado ao fracasso, em greve, e demos um choque de gestão e, cada dia mais, vemos que o trabalho surte efeito. Hoje, ele está com a saúde financeira melhor, com as contas, em dia em relação aos funcionários, e com melhorias na prestação do serviço. Onde a gente passa, deixamos essa marca. Lá na Assembleia, a gente consegue mudar as políticas públicas de saúde, em relação à região Norte. Se você analisar o Roberto Silvares, hoje, é um hospital que segura todo o grosso da região e está, estruturalmente, muito aquém do que é o ideal para ele trabalhar. Se o Hospital São Marcos virar referência para certos serviços, que é uma maternidade que está integrada à Rede Cegonha, é agraciado com uma UTIN, prometida por outros diversos políticos, mas que não se conclui, conseguimos gerar um serviço aqui para desafogar a maternidade de São Mateus ou no São José, em Colatina. Nova Venécia teria estrutura no serviço, o que gera receita. Hoje, você olha para Barra de São Francisco, e o Hospital Rita de Cássia tem UTI, e Nova Venécia, não. E não adianta colocar a culpa em governador, porque tivemos duas gestões e em nenhuma delas, tínhamos representantes estadual. A culpa é de um representante que olhe por Nova Venécia. Dar migalha para o município, é fácil, agora, dar o grosso, só quem é daqui. O trabalho de conscientização que estamos fazendo, é pelo voto da pessoa de Nova Venécia, para ter uma representatividade que preste contas melhor”.


Educação

“O governo começou com o programa Escola Viva, que eu acho bem legal. Em alguns casos, é levantado a questão do fechamento de escola, mas eu acho que o trabalho na educação tem que ser voltado à criança dentro da escola. Pode ser que no interior, você tenha uma escola estrutural, mas que tenha somente 11 alunos. Então, não se justifica o empenho do recurso ali, mas você tem que dar condições para que a criança esteja dentro da escola, mesmo que seja em outra, mais preparada, com mais alunos e que justifique o recurso. Você tem que fazer um trabalho de regionalização e trazer a criança que está longe, distante, para dentro da escola, com condições de um transporte seguro. Isso é interessante. O apoio do governo, quanto a educação do ensino fundamental, é primordial”.


Segurança Pública

“Você trazendo a criança para dentro da escola, também ajuda na segurança pública. Você tira a criança da rua e hoje a gente sabe o que Nova Venécia vive. São tiroteios, são os morros de Vitória controlando alguns pontos no município. Temos um Batalhão aqui dentro e precisamos olhar por ele, dar estrutura para ele trabalhar. Recentemente, eu conversei com o Coronel Aleixo, e ele estava me mostrando um trabalho que é realizado nas divisas, em relação à segurança. É um trabalho que precisa ser reforçado pelo Governo do Estado. Queremos trabalhar em um sentido de ouvir as forças policiais, que tem ideias magnificas e técnicas, de que estuda segurança, e colocar em prática, mas o ponto principal do Espírito Santo, que eu acho que é o que não foi feito no Rio de Janeiro, com exceção da época da paralisação da Polícia Militar, foi ter um índice de violência decrescente. Isso se dá pelo fato de fazer uma política que começa no sistema prisional. A primeira pergunta que eles fazem quando um preso chega é de que facção ele faz parte, para separar dentro do presídio. Ou seja, você só tirou o problema de um lugar para o outro, porque lá de dentro, eles continuam controlando. A política de segurança parte daí. Primeiro: trabalhar os presídios. Segundo: reforçar o contingenciamento da PM e dar estrutura para eles trabalharem, ouvindo os especialistas de segurança”.


Relação com o município

“Temos uma relação aberta com o prefeito e com o município de Nova Venécia. Colocamos o nosso nome, já sabendo quem é o prefeito, e acho que não temos que parar para pensar em relação à oposição ou não. Tenho certeza que, se eleito, o que eu vou pensar é no povo de Nova Venécia. Se eu pensar em quem é contra ou não, só vai atrapalhar e quem vai sofrer é a população. Independentemente de quem esteja na prefeitura, eu vou lutar para trazer melhorias para o município e para a região. Eu tenho uma relação muito boa com Montanha, onde prestei um serviço que foi muito bem aceito e, hoje, temos um nome forte lá e temos a confiança da prefeita. Vamos ajudar Montanha e toda região, porque ela, querendo ou não, desencalha em Nova Venécia. Aqui, estrategicamente, é muito bem localizada. É o centro do Norte. Os serviços caem aqui, só que precisamos ter um olhar especial para cá, porque há muito tempo, não temos um representante. Se você tem um representante estadual que vai lutar pelos benefícios, as coisas ficam mais próximos, temos um acesso melhor. Não deixando de olhar por todo o Norte. Temos que vestir a camisa. A população pode esperar bastante empenho nosso na Assembleia”.


Considerações finais

“Nova Venécia, hoje, tem um colégio com mais de 38 mil eleitores e esperamos que cerca de 30 mil vão às urnas. Acho que precisamos conscientizar o voto no candidato local, pelo histórico. Não temos um deputado desde 1998. Toda região busca Nova Venécia pelo tamanho do seu colégio eleitoral e não só a população precisa entender isso, mas, também, nossos meios de comunicação. Precisamos entender a importância de valorizar os candidatos daqui. Eu nunca vi uma cidade convidar candidatos de Nova Venécia para ir lá dar entrevistas e participar de debater, igual já vi em Nova Venécia. Quando Japonês era prefeito em 2010, tivemos um debate onde haviam candidatos de fora, convidados, com candidatos em Nova Venécia. Lógico que é uma eleição estadual e a região é importante, mas se os municípios de lá pregam a campanha local, porque nós não podemos? Nova Venécia tem condições, hoje, de eleger dois deputados. É só votar nos candidatos do município. Nós temos opções. Temos as nossas propostas e se elas atingirem o eleitor, ele entender e confiar na gente, estamos aqui, à disposição, pedindo voto na rua, com apoio do Japonês, do Adelson Salvador e do Toninho Moreira. Foram pessoas que fizeram muito por essa cidade, nos apoiando, o que prova, cada dia mais, que temos compromisso com a cidade e com a região”.

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