Padre Honório defende mais políticas públicas nos bairros

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Nesta terça-feira, o Jornal A Notícia dá continuidade à sua série de entrevistas com os candidatos da região à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal.

O entrevistado de hoje é o deputado estadual e candidato à reeleição, Padre Honório, do Partido dos Trabalhadores (PT).

Defensor de mais ações de políticas públicas, o deputado falou um pouco sobre suas ações durante seu primeiro mandato, sobre, segurança, saúde e educação e ressaltou sua relação com o município de Nova Venécia, onde conquistou 7.479 votos nas eleições de 2014. Confira:


Ações

“Durante os meus três anos e meio de mandato, eu dei sequência a um trabalho que eu já fazia antes, independentemente de ser deputado ou padre. Eu sempre fiz isso como cristão. Eu entendo que a nossa verdade missão é defender a vida, e isso significa questionar tudo aquilo que possa ameaçá-lo no dia a dia. Na minha função de parlamentar, como fiscalizador, eu tive a oportunidade de fiscalizar tudo aquilo que oferece ameaças. Por exemplo: a falta de conclusão das pontes na rodovia que liga Nova Venécia a Águia Branca. Fui lá, fiscalizei, fui várias vezes ao Estado, reclamei, indiquei e agora saiu o edital de licitação para a conclusão delas. Também estive várias vezes na Cesan, falando sobre o saneamento básico, sobre a importância de retomar as obras da rede de esgoto, principalmente nos lugares que ainda não existem, como nos bairros Aeroporto, São Cristóvão, Bela Vista, até mesmo para salvar a vida do Córrego da Serra. Também tive a oportunidade de trabalhar em toda região sobre todas as políticas públicas que não foram olhadas com cuidado pelo Estado, como a construção da quadra de esportes da Escola Dom Daniel Comboni e a reforma da escola de Santo Antônio do XV. Como legislador, eu tive a oportunidade de apresentar diversos projetos para a sociedade capixaba e, ao mesmo tempo, pude defender pautas que favorecem, diretamente, o município de Nova Venécia, como o Projeto de Lei que beneficia a Damare e a Selita e, de certa maneira, influencia, negativamente, na Veneza, nos laticínios menores e nas cooperativas menores. Eu me posicionei do lado dessas cooperativas, porque impacta, diretamente, a comercialização do produto nas gondolas dos supermercados, prejudicando os consumidores. No segundo projeto que o governo apresentou que eu entendia que prejudicaria a Polícia Militar, eu dei um voto contra a iniciativa do governo, sendo favorável aos policiais. Tivemos, também, uma posição clara do lado dos trabalhadores, daqueles que precisam do nosso mandato. Esse ano, por exemplo, foi proposta pela LDO a cobrança de água dos agricultores, então me posicionei, juntamente com companheiros de bancada, fomos à Fetaes e apresentamos uma emenda retirando a alínea que possibilitaria essa cobrança. Como representante, eu assumi a presidência da Comissão de Políticas sobre Drogas, fizemos um grande encaminhamento em relação à Aaserdeq e às outras comunidades terapêuticas e hoje, temos um convênio assinado pelo governo do Estado, com a Aaserdeq, possibilitando, assim, pelo menos, uma receita básica para o funcionamento. Também levamos recursos para todas as entidades e associações, como Hospital São Marcos, Lar de Abigail, Apae, Projeto Vida entre outras, que precisariam apenas de uma mão estendida. Pudemos representar nossas associações, construindo alguns empreendimentos que tem feito a diferença, como o equipamento e a formação para as mulheres da Chapadinha produzirem capeletti para a Cappitella. Estou feliz com o mandato, porque ele pôde prestar uma assistência enquanto fiscalizador, legislador e representante da sociedade. Nós não distribuímos só equipamento. Nós resgatamos sonhos, trabalhamos a autoestima das pessoas e respeitamos o espaço. Eu vejo que o mandato teve uma efetividade muito grande. O povo de Nova Venécia foi muito generoso comigo e eu tinha a responsabilidade de devolver com as ações no mandato”.


Segurança Pública

“Nós realizamos, aqui, audiências públicas sobre segurança pública, sobre políticas sobre drogas, além de outros eventos. Para mim, só vai mudar a realidade, se mudar a mentalidade. Não é a ação da polícia, unicamente, que vai combater a violência em lugar nenhum. A ausência das políticas públicas é que, realmente, representa o aumento da criminalidade. Lá no ano de 2005, tínhamos cerca de cinco mil presos. Hoje, temos mais de 20 mil. Aumentaram os presídios, o número de policiais, o número de ambulâncias, mas aumentou o número de criminalidade. Investir na segurança pública não é só ter mais policiais e mais viaturas, é ter, principalmente, condições para que as crianças e adolescentes tenham oportunidades. A efetividade da segurança pública não está só na punição. Eu já fiz várias orientações aqui, conversei com o comando do município e do Estado, sobre a questão do monitoramento por câmeras, me colocando, inclusive, à disposição para colocar recursos para montar um sistema nos bairros e nas saídas e entradas do município, porque isso, de certa maneira, vai intimidar aqueles que estão a serviço do crime. Segurança pública se faz com investimentos, primeiramente, em esporte, cultura e lazer e, dentro das nossas limitações, fizemos isso e vamos continuar fazendo”.


Saúde

“Se eu não tenho uma água potável, saneamento básico, uma alimentação saudável, sustentabilidade no meu emprego, uma escola boa, uma rua iluminada, segurança pública, uma praça ou políticas de esporte, cultura e lazer para a minha família, eu vou ter uma secretaria de pessoas doentes, atendendo pessoas doentes. Eu não vou ter saúde. A cada dia que passa, nós percebemos que mais gente está ficando doente. Nós colocamos R$ 1,2 milhão de emendas parlamentares no Hospital São Marcos e vamos colocar mais, porque não adianta ficar fazendo um monte de coisinhas e o coração do atendimento das pessoas não ser melhorado. Eu entendo que precisamos trabalhar a saúde a partir da prevenção e esse trabalho, nós temos feito e vamos continuar fazendo”.


Educação

“Que tipo de educação? É a escolarização ou a educação? Porque uma coisa é a pessoa ser escolarizada, mas ela saiu educada? A educação não é um fragmento que ensina só a ler e escrever. Ela influencia, diretamente, na vida das pessoas e, por isso, ela começa em casa, nas famílias e continua na escola, nos ambientes onde a pessoa convive. Todos esses espaços, é onde a pessoa vai se educando. Nosso mandato realiza, desde o primeiro dia, mais de 25 seminários e encontros, e todo mês, mais de 100 palestras. Temos uma escola de formação em gestão política, em parceria com o Ifes, por onde passaram mais de quatro mil alunos. A educação já faz parte da essência do nosso projeto. Ela está presente em todas as ações do ser humano e não podemos querer trabalhar a escola separada da comunidade e nem o aluno separado da família”.


Relação com o município

“A minha relação com a Câmara é de muito respeito. Eu nunca usei a tribuna da Assembleia para combater a Câmara. Cada um tem seu espaço e todas as vezes que nosso mandato foi procurado pela Câmara de Vereadores de Nova Venécia, nós atendemos, e todas as vezes que nós precisamos de usar o espaço da Câmara, também fomos atendidos. Ter diferenças de opiniões é comum e orienta as pessoas. Agora, o que eu não é ter uma barreira que me impeça de buscar aquele lugar público e nem que eles possam buscar o meu gabinete. Já com o município, tenho um bom relacionamento com o prefeito e com os secretários. Tivemos a oportunidade de colocar vários recursos e grande parte deles, passam, diretamente, pela prefeitura. A minha assessoria está sempre conversando com os secretários, conduzindo os projetos e, alguns, até realizando de maneira coletiva. Nós temos posturas políticas diferente, porque eu acredito em um projeto político e algumas pessoas da prefeitura, talvez, acreditem em outro, mas esse debate é bom para o município, porque faz as pessoas crescerem. Isso é democracia”.


Considerações finais

“A política é uma ferramenta que liberta. Ninguém pode votar no deputado Padre Honório, porque deve favor a ele, mas sim, porque ele, no exercício da função, está cumprindo o seu dever, e como servidor público, eu tenho obrigação de atender a todos. Nós precisamos de gestores que aprendam a cuidar da casa comum. Nós temos que ter pessoas que tenham esse objetivo. Quando você foca em econômica, por exemplo, você esquece de fazer o básico. Precisamos de gestores que aprendam a cuidar das pessoas, principalmente nas políticas públicas mais vulneráveis. Nós, parlamentares, gestores da política e dos recursos públicos, precisamos aprender a cuidar da cidade, dos recursos naturais, do meio ambiente, da terra, do solo. É muito importante que os eleitores prestem atenção em o que seus representantes votaram. Procurem saber a postura dos seus deputados”.

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