Passeata em Vila Pavão pede o fim da violência contra as mulheres

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Os familiares da jovem Katiane Renock Zava, de 17 anos , desaparecida no município em 24 de julho deste ano, participaram da passeata

Centenas de pavoenses marcaram presença na Mobilização Contra a Violência Doméstica de Mulheres, realizada na última sexta feira (10).

A mobilização, que teve inicio por volta das 9h com concentração saindo do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, seguiu até a Rua Desembargador Santos Neves, onde acontecia a Feira da Agricultura Familiar.

Os organizadores do evento programaram paradas estratégicas em frente à Prefeitura Municipal e na Rua XV de Novembro, onde representantes de entidades organizadas promoveram reflexões em apoio à igualdade de direitos e discursos alertando sobre os índices alarmantes de violência contras mulheres.

Os participantes exibiam faixas e cartazes citando vários casos de violência contra mulheres que vieram a óbito no município. Os pais e familiares da jovem Katiane Renock Zava, de 17 anos, desaparecida misteriosamente no município em 24 de julho deste ano, cujo caso segue sem solução, participaram da passeata.

A ação faz parte da Semana da Solidariedade, promovida pela Cáritas – entidade ligada a Igreja Católica -, em parceria com a Prefeitura, por meio das secretarias de Assistência Social e Educação, CEIER, IECLB, e demais igrejas do município.

O objetivo da caminhada foi chamar atenção para o problema da violência contra as mulheres que atinge índice alarmante e preocupante no país, no estado do Espírito Santo e também em Vila Pavão.

Uma equipe da Policia Militar e Conselho Municipal de Segurança Pública acompanharam a marcha para ajudar a controlar o trânsito na cidade.

Segundo os organizadores, o movimento foi importante neste momento, posto que o Espírito Santo é um dos estados mais violentos para as mulheres, e Vila Pavão, apesar de ser um município pequeno, se destaca no cenário. “É uma mobilização que defende todas as mulheres, independentes da cor, religião, profissão e opção sexual. A intenção é combater o machismo e a violência”, disseram.

Segundo a representante da Cáritas de Vila Pavão, Vera Lúcia Elias, devido a realidade do município, as abordagens sobre violência de gênero, preconceito, racismo, feminismo e igualdade de direitos têm sido constantemente discutidos pela sociedade local. Na próxima quinta-feira (16), os organizadores do movimento irão se reunir para fazer uma avaliação do evento e programar novas ações para não deixar a iniciativa morrer.

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