Pintinho nasce com três patas no KM 37

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Parece que o que era tão raro na região até a última semana, virou epidemia. Nesta semana, mais um pintinho nasceu com mais de duas patas. Desta vez, o caso foi registrado na Fazenda Boa Vista, no KM 37, no interior de São Mateus.

Na manhã desta terça-feira, 24, a nora do proprietário da fazenda, Simone Ramos Scamparle, entrou em contato com a redação e nos enviou uma foto de um pintinho que nasceu com a anomalia na localidade.

Segundo ela, recentemente ela e seu esposo, Fábio Júnior Quartezani, mudaram-se para o Córrego Timirim e deixaram as criações na fazenda do sogro até concluírem a mudança. “Eu e meu esposo morávamos na fazenda do meu sogro, mas nos mudamos há cerca de dois meses. Como ainda não deu para levarmos todas as criações, deixamos nossas galinhas lá até concluirmos a mudança e uma delas chocou 6 pintinhos, entre eles, nasceu esse com três patas. Quando fomos visitar meus sogros no último final de semana, nós percebemos”, disse.

De acordo com ela, a ave tem andado e se alimentado normalmente e foi até batizada de “Tripé”.

Na última semana, um caso semelhante foi registrado no bairro Aeroporto 2, em Nova Venécia. Um pintinho com quatro patas nasceu na residência de Adielson Gomes, na noite do dia 14. A ave, que havia sido batizada de “Trucado”, morreu na madrugada da última sexta-feira, dia 20.

Na ocasião, a médica veterinária, Maria Guadalupe Santos, explicou o caso. “Essa formação é chamada de polimelia. Ela pode acontecer por uma deformação genética, através de uma alteração cromossômica por influência de medicamentos ou por uma infecção bacteriana, por vírus ou protozoários, mas também existe uma possibilidade mais remota da formação de um ovo com duas gemas, no caso, dois embriões se formando, um suprime o outro e acaba absorvendo esse outro embrião, às vezes, não por completo, e aí podem ficar alguns órgãos, que seriam de um outro embrião, nesse que se sobrepôs”, disse.

Segundo ela, há sim a possibilidade de o pintinho sobreviver. “Se não houver alteração em outros órgãos importantes como o coração, o cérebro e o fígado, ou até mesmo, obstrução da cloaca, ele pode sobreviver sim”, finalizou.

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