Psicóloga explica como lidar com o isolamento social

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A psicóloga Ana Célia Vittorazzi

É um momento diferente e desafiador. Milhões de pessoas mundo afora estão em isolamento social em suas casas para evitar a disseminação descontrolada do novo coronavírus. Enquanto a ciência busca uma solução para a pandemia através de medicamentos, o isolamento social é a única forma de evitar a contaminação das pessoas.

Em Nova Venécia não tem sido diferente. Ruas desertas, comércio e escolas fechados. Mas além da economia, quais as conseqüências de todo essa fase para a saúde mental das pessoas? A psicóloga Ana Célia Vittorazzi, destaca que o isolamento por longo prazo pode se tornar algo prejudicial para o ser humano, pois faz parte da natureza humana estar integrado em comunidade. Ela destaca ainda que um dos maiores problemas do confinamento é a ansiedade e seus sintomas que podem se manifestar através do medo, apreensão, angústia e desespero.

A solução para lidar com este momento da melhor forma possível e controlar a ansiedade é se distanciar das notícias ruins e cuidar da higiene física, o que pode contribuir em muito para a saúde do corpo e da mente.

A psicóloga também separou algumas dicas para enfrentar o isolamento social. “Aprenda a organizar o tempo e faça coisas úteis. Reúna a família e crie uma rotina de atividades e de lazer. Pegue papel e caneta e monte a rotina diária que envolva toda a família, sejam elas atividades domésticas, jogos e brincadeiras infantis, ligue para as pessoas do grupo de risco (idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas). Outra boa medida também é ter um momento de exercícios físicos com professores online. Alimente-se bem, organize a casa, mantenha as atividades escolares dos filhos em dia, leia livros, cuide da espiritualidade e tenha um momento para relaxar um pouco. Ser grato também auxilia muito. Liste junto com sua família três coisas boas que aconteceram durante o dia, isso nos ajuda a ser mais felizes. Diversificar as atividades durante a semana ajuda a quebrar o tédio”.

Para quem mora sozinho, a dica é manter a mente ocupada, ler, cozinhar, fazer atividades físicas e se conectar com familiares e amigos através das redes sociais e telefone. Relaxar e se manter centrado em si também é importante para passar por essa fase da melhor maneira possível.

A psicóloga também enfatiza a importância de saber lidar com cada momento da vida. “Precisamos entender que terão dias tranquilos e outros tensos e difíceis, e que isso é normal e aceitável. Devemos acolher nossas emoções e entendê-las, mas cabe a nós não materializar os sentimentos negativos e deixá-los que eles conduzam nosso comportamento. Se nós escolhermos lidar com as emoções, seremos pessoas melhores quando tudo isso acabar”.

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