Reunião do Estado Presente avalia resultados positivos do primeiro trimestre

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Foto: Hélio Filho/Secom

O Governo do Estado realizou, nesta segunda-feira (15), a segunda reunião de avaliação e acompanhamento dos indicadores do Programa Estado Presente em Defesa da Vida. No primeiro trimestre deste ano, houve redução de 14,4% no índice de crimes letais intencionais, que caíram de 341 para 292, em relação ao mesmo período do ano passado.

Os dados também mostram uma redução histórica no índice de homicídios dolosos. Ao todo, foram 284 contra 327 no ano passado. Essa foi a primeira vez, desde 1996, que o Estado conseguiu fechar o primeiro trimestre com menos de 300 mortes. O mês de março também registrou um recorde com 87 assassinatos em 2019 contra 112 no ano passado. Uma redução de 23%.

O secretário de Estado da Segurança Pública, Roberto Sá, ressaltou que os números são positivos, mas que não devem ser comemorados, já que vidas foram perdidas. O objetivo é seguir no caminho da redução da letalidade violenta no Espírito Santo, foco do Estado Presente. “Isso mostra que estamos no caminho certo e a importância desse trabalho integrado entre todos os atores envolvidos nas políticas de Segurança Pública”, afirmou.

As reuniões mensais de avaliação do Estado Presente envolvem a alta liderança do Governo do Estado, com participação direta do governador Renato Casagrande, além dos demais integrantes da área de Segurança Pública. Nessas reuniões, são avaliados andamentos dos resultados e das estratégias do programa responsável pela queda nos índices de violência letal no Espírito Santo desde a sua implantação, em 2010. “Tendo o controle podemos atuar e agir. Temos que ter dados, informações e metodologia de trabalho. Vamos aperfeiçoando nosso programa de enfrentamento ao crime, pois a cada ano que passa é mais difícil, já que desde 2010, tirando 2017, estamos reduzindo o número homicídios”, explicou Casagrande.

O governador destacou o uso da tecnologia como uma aliada no combate à violência, que não passa apenas pelo aumento do efetivo policial. “O cerco inteligente com leitor de face, o aprimoramento do nosso Ciodes, discutindo uma melhoria nesse atendimento, são ações importantes. Precisamos ter agilidade para aplicar tecnologia. Iremos contratar mais policiais, claro, mas também precisamos de mais tecnologia para darmos as respostas que a sociedade espera de nós”, garantiu.

O secretário de Estado de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc, coordenador-executivo do Estado Presente, apontou também para a revisão dos planos operacionais das áreas integradas de Segurança Pública. Segundo ele, isso faz parte de um modelo de governança que tem se mostrado eficiente.

Duboc ressaltou que, além da importância do acompanhamento dos indicadores criminais, “resgata-se um fórum de discussão com todos os atores sobre o sistema de Justiça Criminal, onde são trocadas impressões e encontradas soluções conjuntas para que o trabalho das agências oficiais do setor seja cada vez mais efetivo, no sentido de garantir segurança à população capixaba”.

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