Secretaria de Meio Ambiente de Vila Pavão promove palestras sobre coleta seletiva nas escolas do município

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A Prefeitura de Vila Pavão, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, está promovendo uma rodada de palestras sobre coleta seletiva nas escolas do município.

A iniciativa tem por objetivo chamar a atenção dos alunos para a importância da separação do lixo na realização da coleta seletiva e, com isso, possibilitar num futuro próximo, um reaproveitamento maior de materiais que iriam para o aterro sanitário.

As palestras são ministradas pela equipe de técnicos da secretaria de Meio Ambiente. As primeiras palestras foram proferidas nos últimos dias 14 e 20, aos alunos do 6º ao 9º do CMEA Agostinho Batista Veloso e da EMEF Professora Esther da Costa Santos.

Nesta quinta-feira (23), foi ministrada mais uma palestra, desta vez, aos alunos do 6º ao 9º do turno vespertino do CMEA Artur Pagung, no distrito de Praça Rica.

O trabalho prosseguem nos próximos dias, com palestras na EEEFM Professora Ana Portela de Sá,dia 28, aos alunos da 1ª a 3ª série, dos turnos matutino e vespertino; na EMEF Professora Esther da costa Santos, dia 29, aos alunos 6º ao 9º, do turno vespertino; no CEIER, dia 29, aos alunos do 6º ao 9º ano, do turno vespertino; no CMEA Artur Pagung, dia 04 de junho, aos alunos do 6º ao 9º ano, do turno vespertino; e no CMEA Luiza Souza Barros, dia 05 de junho, aos alunos do 6º ao 9º ano, do turno vespertino.

No dia 06 de junho, será realizada a culminância do projeto. Para este dia, a Secretaria de Meio Ambiente, em parceria com as demais secretarias, Associação de Catadores e alunos das escolas, programou um grande evento na sede do município, com realização de ato e trabalho de conscientização nas casas, com distribuição de material informativo e explicações aos moradores para incentivar e dinamizar a coleta seletiva na cidade.

Ampliação da coleta seletiva

A coleta seletiva implantada em Vila Pavão consiste na organização do recolhimento diferenciado de resíduos sólidos, previamente selecionados nas fontes geradoras, com a finalidade de encaminhá-los para reutilização e reciclagem pela Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis (Ascamvip).

O município, atualmente, possui, aproximadamente, 9.300 mil habitantes. Pelo último senso do IBGE, cerca de 3.700 pessoas residem nas zonas urbanas, ou seja, na sede, nos distritos de Todos os Santos e Praça Rica e os povoados de Conceição do XV e Todos os anjos.

Segundo levantamento da secretaria municipal de Meio Ambiente, esse conjunto de habitantes produz, mensalmente, em média, 90 toneladas de resíduos domiciliares. Dessas 90 toneladas de resíduos, 10 toneladas são reciclados pela associação de catadores e o restante é compactada e transportada em contêineres a aterro licenciado no município de Aracruz. O setor da saúde produz cerca de 100 quilos resíduos. Estes, por sua vez, são devidamente incinerados.

Fim do Lixão 

O chamado lixão da cidade foi encerrado ano passado. Assim, Vila Pavão passou a cumprir as determinações da Lei Federal 12.305, de 2 agosto 2010, que proíbe depósitos de lixo a céu aberto.

A área do lixão está em processo de recuperação. No local, foi construído uma estação de transbordo de resíduos sólidos. Lá, todos os resíduos, não aproveitados produzidos no município são acomodados em contêineres e, posteriormente, transportados para aterro sanitário fora do município.

No total, a prefeitura, atualmente, desprende todos os meses cerca de R$ 35 mil para dar uma destinação correta aos resíduos produzidos. Ai estão incluídos R$ 2 mil com os resíduos da saúde, R$ 11 mil para manutenção da Associação de Catadores e R$ 22 mil com as despesas de transporte dos resíduos.

Segundo os gestores, esse gasto é considerado investimento, uma vez, que a destinação inadequada de resíduos contamina o solo, as águas, a flora, a fauna e traz impacto a um grande número de pessoas que consomem produtos contaminados ou água contaminada, gerando uma série de doenças ao ser humano e custos para os tratamentos de saúde.

Conforme o secretário de Meio Ambiente, Bráz Marré, a coleta seletiva, além de diminuir a quantidade de resíduos encaminhados ao aterro licenciado, é fonte de renda para sete famílias, ligadas à Associação de Catadores, que se ocupam do trabalho de coleta e reciclagem. “Se aumentarmos a quantidade de materiais reciclados por meio da coleta seletiva, automaticamente, reduziremos custos de pagamento transporte de materiais, sem contar que aumentaremos o tempo de vida útil dos mesmos, sobrando mais recursos para serem investidos em saúde publica”, explica.

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