Veneza fecha 2016 com crescimento no faturamento

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O presidente da Veneza José Carnieli

Anúncio foi feito pelo presidente da empresa, José Carnieli

Fechar o ano de 2016 com um crescimento de 7% no faturamento. Esta é a previsão do presidente da Cooperativa de Leite Veneza, José Carnieli. Instalada no município de Nova Venécia, a cooperativa sentiu todos os efeitos da crise hídrica que foi mais impactante no Norte do Estado. O resultado no faturamento só não será negativo porque a direção da cooperativa optou por manter a máquina em funcionamento e, mesmo bancando custos maiores com impostos e frete, buscou leite no leste mineiro para suprir a demanda.
A Veneza tem capacidade instalada em queijos de 200 mil litros de leite/dia. Este ano, a cooperativa trabalhou com um volume muito inferior a esta capacidade. “Para nós do extremo norte do Espírito Santo, a atividade leiteira acabou, com raríssimas exceções. Não é que os produtores deixaram a atividade de produzir leite. Acreditamos que eles vão voltar. Mas, este ano, em determinados momentos eles não tinham mais produção”, contou Carnieli.
Segundo ele, há alguns anos, a Veneza trabalha intensamente com os produtores para que eles invistam em suas propriedades tecnificando a produção de leite. Este projeto é realizado em parceria com o governo do Estado, através da Secretária da Agricultura, Sebrae, OCB e Senar.
“A Veneza já vem trabalhando no sentido de tecnificar o produtor, tornar o produtor mais especializado na atividade leiteira. Muitos produtores da região ainda são apenas tiradores de leite. Não tem a atividade leiteira como preponderante em suas propriedades. Este produtor também é associado da Veneza, e é com ele que estamos trabalhando para melhorar sua produtividade. Este é um projeto que queremos avançar. Temos vários parceiros que tem nos ajudado para que tenhamos um produtor mais técnico, com maior produtividade”, informa Carnieli.
Ele conta que esta estratégia está dando resultados positivos mesmo diante da crise hídrica. “A seca de 2015 e 2016 saiu do controle do produtor. Mas acreditamos que se a chuva voltar a normalidade, estes produtores voltam a produzir. A Veneza continuará sendo parceira, incentivando os produtores que buscam melhorar a produtividade e a renda, investindo em tecnologias”, disse Carnieli.
Ele informa que a cooperativa não pensa em realizar nenhum novo investimento. Pelo menos enquanto não houver uma sinalização de melhora na economia nacional e na crise hídrica. “Para 2017, as perspectivas não são boas porque a economia do país não sinaliza com boa previsão. Se não tivermos uma seca com a mesma intensidade de 2016 poderemos ter um ano melhor”, disse Carnieli. “Estamos cautelosos para novos investimentos. Enquanto não tiver uma sinalização mais clara da economia nacional acredito que não temos como pensar em nisto. Tem que aparecer credito. O sistema financeiro está retraído, os juros estão muito caro. Então falar em investimento sem dinheiro é inviável para qualquer atividade econômica do país”, defende ele.

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